terça-feira, 20 de setembro de 2011

Tired of words.


Eu ando assim...
Cansada de gente fútil com problemas futeis...
Cansada de gente que usa gente.
Cansada de histórias mal resolvidas.
Cansada de gente mal resolvida.
Cansada de gente que não sabe o que quer.
Cansada de não ter certeza porque alguém não tem certeza.
Cansada de ser e não ser.
Tired of words.

domingo, 12 de junho de 2011

País de...

Oi. Meu nome é Karen. Nasci no Brasil. Me dói dizer "sou brasileira", me desculpem.

Me dói dizer que sou brasileira, não porque meu país é sem recursos ou porque meu povo é frio.

Dói dizer que sou brasileira porque remete ao conformismo, a comodidade, “tanto faz, é assim” way of life.

Me revolta ter que ir ou esperar alguém ir para o exterior para comprar um produto sem taxas absurdas e estar tranqüila, saindo para almoçar e deparar-se com alguém armado, em “bairro nobre” dizendo que vai levar algo que EU comprei, com o dinheiro que EU trabalhei para ter e depois escutar:

“É assim mesmo, é em todo lado...”

E quando tu respondes, as pessoas seguem:

“É normal...”

NÃO é para ser normal.Normal segue normas.
Roubar é norma?
Colocar medo é norma?
Invadir é norma?
Então, não entendo normas.

As pessoas parecem viver amortecidas por aqui.

Reclamam de qualquer estupidez, como a chapinha que molhou na chuva e dizem que é “normal” para um assalto, à luz do dia, em bairro “nobre”...

“Brasileira”, não quero ser chamada de “brasileira" se isso quer dizer que acho que o errado é meramente normal.

Já ouvi muitas vezes: “O Brasil é lindo, não tem guerra.”

Óbvio! Uma guerra inicia com uma vontade de revolução.

Conto nos dedos os brasileiros que conheço que tem paixão suficiente para começar uma revolução.

O povo gaúcho já teve mais paixão também, e se crê nessa paixão dos antepassados até hoje.

Nossos antepassados revolucionários... Esses tinham paixão. 
Hoje em dia temos cada vez mais motivo e menos paixão. 

Se o nosso povo houvesse mantido essa paixão ao longo dos anos, talvez não tivéssemos chegado a esse estado de amortecimento coletivo em relação à vida e ao que é certo e errado.



Desabafei. 

Obrigada.

Karen Villanova

domingo, 22 de maio de 2011

“Gente comum me cansa.”


“Gente comum me cansa.”

Eu, tu e quase todo mundo que conheces já devem ter escutarado essa frase.

Ontem passeando por aí, observando as pessoas ao meu redor, me peguei pensando no significado de “gente comum”.

Ser “Gente comum” é ser gente sem peculiaridades?  É não ter uma característica especial que te diferencia da massa? É seguir todas as regras ditadas pela sociedade que te quer “like soldiers in a row”? É sentir vergonha de fazer diferente, de inovar? 

Ser “comum” é ter medo do que pode acontecer se tu tentares? É viver do mainstream e nunca procurar algo distinto? É beijar A ou B porque teus amigos vão achar legal? É fazer o mesmo que todos fazem e nunca, nunca fazer algo só teu? É ser sempre comedido, nunca cometer uma gafe, “nunca errar”? É não chorar em público? É não soltar uma gargalhada bem na hora que não pode? É deixar de ser quem tu realmente és porque não vai ser “cool”?

“Gente comum” era isso?

E quem são esses?

Aquela que fala com as mãos e aquela que derruba as coisas. Aquele que odeia futebol e aquele que morre pelo seu time.  Aquela que tem um vira lata. Aquela cheia de tatuagens. Aquela que odeia tatuagens. Aquela que não bebe. Aquela que adora festa mas odeia 'apertado'. Aquele que sai com um guarda-chuva cor-de-rosa sem temer pela sua masculinidade. Aquela que organiza eventos inovadores. Aquele que chora. Aquela que (as vezes) não se importa com o seu cabelo. Aquela que adora ser mulher e odeia ‘ser frescura’. Aquele que surpreende. Aquela que fala alto. Aquele que fala muito. Aquela que fala pouco. Aquele socialista do PT (?). Aquela consumista preocupada com o meio-ambiente. Aquela que não come carne e adora coca-cola (porque são coisas totalmente distintas). Aquele que amadureceu cedo. Aquela que usa uns óculos divertidos. Aquela que corta seu próprio cabelo. Aquelas que não sabem andar de bicicleta. Aquelas tão diferentes e tão amigas. Aquela que dizem que age como um garoto. Aquelas que brincam com carrinho de supermercado. Aquele que nota quando ela cortou o cabelo. Aquela que fala híndi e não francês. Aquela que vê UFC para relaxar. Aquele que sabe cozinhar melhor do que ela. Aquele que se preocupa. Aquelas que adoram futebol. Aquela que ajuda porque quer e não porque quer algo em troca. Aquela que “só dá furo”. Aqueles com idéias loucas. Aqueles tradicionalistas. Aqueles que comem pimenta. Aquelas que preferem tequila. Toda essa gente, diferente.

É... Gente comum realmente me cansa.

terça-feira, 10 de maio de 2011

6.

Posso lembrar só um pouquinho?

6 anos não é pouco tempo, 6 anos não é tanto tempo assim
6 anos podem ser uma eternidade e ao mesmo tempo "ontem"

6 anos é muito tempo se pensado em dias
6 anos é pouco tempo se pensado em momentos

conheço gente pequena com 6 anos de vida
conheço 6 anos de mudanças
conheço 6 anos de saudade

6 anos que não ouço "minha filha" vindo de uma voz grave do outro cômodo
6 anos que não escuto "só deixa terminar o jornal"
6 anos de fazer meu próprio chá
6 anos sem "só um pouquinho, paiê"

6 anos de "cadê?"

6 anos de tentativas de entender o porquê de algumas coisas
6 anos depois não entendo. Aceito, e às vezes choro porque é simplesmente difícil aceitar.

6 anos de olhar ao redor e saber que falta um pedaço
6 anos de vitórias
6 anos de comemorações
6 anos de felicidade
6 anos de "o que será que ele ia achar disso?"

6 anos de "que saudades do meu pai!"

karen villanova

terça-feira, 1 de março de 2011

Quem?

Quem me tornei? Me tornei?
Não sei. Creio que não.
É apenas transição.
Apenas? Apenas dói?
Se apenas dói, apenas.
Rir? Bastante. Com gente que se ama e se vê pouco. Com gente que pouco se conhece também.
Chorar? Bastante. Longe de gente que se ama e não se tem mais. Longe de gente que se ama e ainda nem se conhece.
Meu coração é cheio de amor.
Amor com medo. Ás vezes, muito medo. Ás vezes apenas medo. Apenas dói.
Vejo um quadro de um casal e penso em tudo o que é par. Sempre me disseram: “Tu és ímpar”...  E o que fazer se prefiro o “par”? Juntar dois ímpares? Vira par! Parece simples. Parece? Apenas parece. E apenas? Apenas dói.
São apenas 6 anos e como dói. Com mais 5... dói. E agora? Mais 1. Apenas um. São apenas alguns anos. APENAS.
É raro como um pode acostumar-se com certos pesares e tratá-los como aquele corte no dedo, que dói, mas não se deixa de estender a mão. Dói, mas como era sem dor?
Não, não é uma dor boa. Ninguém aqui é SM.
É apenas... APENAS familiar.
Andamos ensaiando uma despedida.
Apenas um pouco. Um pouco foi, um pouco fica. Cada vez que vai, dói. É quando sinto que ainda está.
Mas já vai...
Tem a ver com sorrisos, que jamais esquecidos.
Cafés, chás, quindins e limões.
Palavras ditas e muitas mais sentidas.
Beijos, abraços, amores incondicionais.
Saudades que vêm e jamais irão.
E o que sobrou?
Alguém cheia de saudades, carinhos e apenas.
Apenas segue. Eu sigo... criando novos carinhos e alguns poucos pesares.

Karen Villanova

domingo, 30 de janeiro de 2011

coisas que eu já aprendi.

Aprendi sobre a vida e sobre amizades... Aprendi um pouco sobre amor e sobre mim.
Aprendi a dividir, aprendi a convidar aunque tenga poco...
Aprendi a criticar com fundamento.
Aprendi que não importa que esteja mal vestida, despeinada ou fora do padrão... sempre vai haver alguém sincero que vai gostar de você.
Aprendi que boas amizades se conservam a distância.
Aprendi que o que para mim é pouco, para outros pode ser o mundo – e o inverso também é verdadeiro.
Aprendi que embora imperfeito, um é único e insubstituível.
Aprendi que estar com as pessoas que você ama, talvez seja melhor do que ganhar muito dinheiro e estar em um lugar onde não existe monotonia.
Aprendi que a monotonia te faz bem e te acerca às pessoas.
Aprendi que na vida você pode fazer TUDO o que você quiser, mas sempre terás a tua consciência para te fazer lembrar de TUDO.
Aprendi que existem muitas pessoas interesseiras, superficiais e materialistas e que jamais quero me tornar uma delas.
Aprendi algo.

Karen Villanova

sábado, 8 de janeiro de 2011

old school

[esclarecendo] Que esse não seja um blog/diário, tampouco um lugar de lamentações.. já basta o muro lá em Jerusalém - ah, e o twitter de alguns. [/esclarecendo]

Andei pensando sobre idades e coisas do gênero... Tenho 26 anos, a sociedade me chama de adulta. Quando faço compras algumas vezes me chamam de "senhora" e outras me chamam de "menina". A sociedade é estranha e confusa, sabe... Etiqueta pessoas. Rico, pobre. Bonito, feio. Magro, gordo. #1, loser. Saudável, junkie. Coca-cola, Pepsi? Com licença se não quero um sticker na minha testa dizendo quem devo ser. Tu queres?

Existem umas pseudoregras que dizem que eu já deveria ter muita coisa que não tenho mas não mencionam a maioria das coisas que já tenho há muito tempo e nem sinal daquelas que eu ainda quero ter. Acontece contigo?

E a idade para cada coisa? Obvio que não curto a idéia de uma adolescencia woodstock aos 30, muito menos ver um menino de 12 anos trabalhando como um pai de família. Contudo, o que é a idade certa para cada coisa? O que é estar velho demais para alguma coisa?

Com quantos anos tu ficas velho?
Tem como nunca ficar velho? Hugh Hefner tá aí pra mostrar que isso talvez seja possível.
Existe a possibilidade de ser um velho com menos de 70 anos?
O que é ser velho? O que é estar velho? Quem é velho pra ti?

Amigo dicionário...

velho (ve-lho)
adj.
Que tem idade avançada; idoso: homem velho.
Que existe há muito tempo; antigo: uma velha rixa.
Que é antigo numa profissão, função ou posição: um velho professor; um velho amigo.
Que é desusado, ou gasto pelo uso: idéias velhas; slapatos velhos.
Aquilo que é velho: o velho opõe-se ao novo.

E quem define o que é "muito tempo"? Para uma senhora de 80 anos, "muito tempo" pode ser 60 anos. Entretanto para um garoto de 4 anos, 1 dia já é bastaaaante tempo.

E quem - ou o quê - define o que está gasto? O "vintage" não é desusado? E como é moderno agora? Então, como o velho opõe-se ao novo? Confuso.

Conclusão?

Velho não significa experiente. Velho não é ruim. Eu não estou velha e, pelos meus cálculos, se você está lendo um blog, você tampouco está velho ou agindo como um. Talvez um pouco fora de moda, só. Mas não totalmente em desuso.

E a sociedade? Deixa ela aí, etiquetando e envelhecendo...