terça-feira, 1 de março de 2011

Quem?

Quem me tornei? Me tornei?
Não sei. Creio que não.
É apenas transição.
Apenas? Apenas dói?
Se apenas dói, apenas.
Rir? Bastante. Com gente que se ama e se vê pouco. Com gente que pouco se conhece também.
Chorar? Bastante. Longe de gente que se ama e não se tem mais. Longe de gente que se ama e ainda nem se conhece.
Meu coração é cheio de amor.
Amor com medo. Ás vezes, muito medo. Ás vezes apenas medo. Apenas dói.
Vejo um quadro de um casal e penso em tudo o que é par. Sempre me disseram: “Tu és ímpar”...  E o que fazer se prefiro o “par”? Juntar dois ímpares? Vira par! Parece simples. Parece? Apenas parece. E apenas? Apenas dói.
São apenas 6 anos e como dói. Com mais 5... dói. E agora? Mais 1. Apenas um. São apenas alguns anos. APENAS.
É raro como um pode acostumar-se com certos pesares e tratá-los como aquele corte no dedo, que dói, mas não se deixa de estender a mão. Dói, mas como era sem dor?
Não, não é uma dor boa. Ninguém aqui é SM.
É apenas... APENAS familiar.
Andamos ensaiando uma despedida.
Apenas um pouco. Um pouco foi, um pouco fica. Cada vez que vai, dói. É quando sinto que ainda está.
Mas já vai...
Tem a ver com sorrisos, que jamais esquecidos.
Cafés, chás, quindins e limões.
Palavras ditas e muitas mais sentidas.
Beijos, abraços, amores incondicionais.
Saudades que vêm e jamais irão.
E o que sobrou?
Alguém cheia de saudades, carinhos e apenas.
Apenas segue. Eu sigo... criando novos carinhos e alguns poucos pesares.

Karen Villanova