terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

conceitos pessoais

E um dia eu chorei porque achei que ia sentir saudade de um amigo que ia para longe...
 

E não foram poucas lágrimas, foram horas em prantos.
 

Que dor, lembro ter sentido. Ia morrer de saudades do João.
 

E que incrível sentimento de conforto senti quando minha mãe disse: “Nós te levamos lá nas férias, poderás visitá-lo.”
 

Menos de um ano depois senti uma dor inconsolável. Desta vez não foi a dor de perder a presença de um amigo para outro estado, foi a dor de perder um amor para um estado depressivo. Não havia mais volta, se foi. Sabe-se lá para onde.
 

Logo, amigos foram e voltaram... e nada mais parecia tão dolorido quanto a idéia da despedida de João. O coração acostumou a guardar as saudades apertadas e soltá-las em um forte e longo abraço quando na presença do amigo que voltou.

Alguns – poucos – anos depois, amigos que foram, amigos que voltaram, amor que se foi, amores que deixei e então... uma dor tão forte que não cabia naquele coração cheio de saudades. Uma saudade que aquele coração não parecia conseguir apertar nem ser capaz de soltar em um abraço. Uma dor que rasgava o peito. Um pesar que inundava os olhos e a alma. Perder um pedaço do que se é, uma dor irreversível.


Incrível, Inconsolável, Irreversível... beirando o insuportável, porém ainda não.
 

Mais uns anos, mais amigos, menos amigos, mais amores, menos amores, mais idas sem volta de amores sem fim...
 

E agora? Será que o insuportável ainda existe? Ou vamos ficando cada vez mais anestesiados - ou tolerantes -, transformando o nosso ‘insuportável’ em algo que sempre está por vir e cada vez mais adiante?

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