domingo, 6 de maio de 2012

Relacionamentos.


Relacionamentos.
 
Todos já tiveram algum.

De amizade, de família, de amor, de trabalho, de conveniência, de pena...
Alguns eu aceito, outro não.

E tem um tipo que eu não entendo:  Os relacionamentos de “medo-de-ficar-só”. E  vejo se multiplicando a cada dia.

Vejo gente ‘going on dates’, namorando, casando, tendo filhos simplesmente pelo medo de ficar só.

Às vezes me causa graça, às vezes me causa revolta.

Algumas pessoas não entendem o que é “gostar da sua própria companhia”, “ouvir seus próprios pensamentos”, “saber quem realmente se é e o que se quer”. Como será isso de não saber?

Sou filha única. Insuportável às vezes. Há dias em que uma característica minha aflora mais do que o normal. Sempre foi assim. Desde criança.  

Qual?

Gosto de ficar sozinha, eu e os meus pensamentos.

Acho importante pensar nas coisas que são feitas, nas coisas que são ditas.

E acredito que todo mundo deveria sentar sozinho em um restaurante – ou em uma praça - e observar a sua volta, pelo menos uma vez na vida.

Tem muita coisa que um não vê quando está desconfortável por estar sozinho, ou com medo.

Não consigo entender esse medo.

Será que eu deveria conhecê-lo para não ficar só?

Ou será que acreditar que é possível encontrar alguém que realmente se gosta é mais legal?

Não tenho a resposta para essas perguntas, mas prefiro acreditar que “sim” para a segunda.



E que fique bem clara a diferença entre ficar sozinho e estar solitário.

Ficar sozinho é refletir sobre as pessoas que importam para ti, sobre o que "te serve" e o que "não te serve". E estar solitário é uma coisa triste e bem diferente.

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